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JAJEFERSON AMORIM VAMOS CONVERSAR

02ANOS 1990 → HOJE · CONSTRUÍDO, NÃO HERDADO

NÃO HERDEI
UM CAMINHO PARA A

tecnologia. Eu construí o meu.

Nasci em uma favela de uma pequena cidade brasileira, sem um caminho óbvio para a tecnologia. O que eu tinha era curiosidade, professores que perceberam isso e a convicção de que aprender poderia mudar o rumo da minha vida.

Uma estrada sinuosa nas montanhas ao amanhecer, atravessando a neblina em direção ao horizonte.CAP. 02

UMA ESTRADA · SEM ATALHOS MOVIDO PELA CURIOSIDADE

01
Um computador doméstico dos anos 1990 e anotações de programação manuscritas.

CAP. 01 · ANOS 1990-INÍCIO DOS 2000ACESSO · CURIOSIDADE · AUTONOMIA

CAP. 01 · ANOS 1990-INÍCIO DOS 2000

O primeiro sistema que precisei construir foi o meu próprio futuro.

ESTUDANTE / PROFESSOR / TECNÓLOGO AUTODIDATA

O DESAFIO: O acesso à tecnologia era escasso, e não havia um caminho pronto esperando por mim.

Meus professores perceberam minha dedicação e me ajudaram a entrar em programas públicos de informática. Uma oportunidade levou a outra, até eu me ver aprendendo BASIC e QBasic sem ainda perceber que havia começado a programar.

Meu primeiro computador fora de uma instituição foi um XT antigo que meu tio trouxe para casa. Joguei Carmen Sandiego, claro, mas também quis entender o que acontecia antes do jogo aparecer: como a máquina iniciava, de onde vinham seus limites e o que fazia o sistema funcionar.

Mais tarde, cursei Processamento de Dados, aprendi Clipper e comecei a criar um sistema para o centro comunitário do meu bairro. Desmontei e remontei meu primeiro computador, instalei Linux, recompilei o kernel para fazer um soft modem funcionar e construí uma rede doméstica. Antes de ser pago para trabalhar com tecnologia, eu já estava aprendendo, construindo, resolvendo problemas e ensinando.

O QUE APRENDI

Não é preciso ter condições perfeitas para começar. É preciso curiosidade, persistência e coragem para ir além do que já se sabe.

MENTALIDADE FORMADA

Meu ponto de partida não determina até onde posso chegar.

TECNOLOGIAS

  • BASIC
  • QBasic
  • Clipper
  • Linux
  • Hardware
  • Redes

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02
Um laboratório doméstico de rede com cabos, switch e diagrama de sistema.

CAP. 02 · INÍCIO DA CARREIRAINFRAESTRUTURA · OPERAÇÕES · PRIMEIRA OPORTUNIDADE

CAP. 02 · INÍCIO DA CARREIRA

Conquistei a oportunidade antes de estar pronto para ela.

INFRAESTRUTURA E SUPORTE TÉCNICO · CONSOFT

O DESAFIO: Minha primeira vaga em tecnologia exigia redes Windows e Windows NT. Eu não conhecia nenhum dos dois.

Convenci um amigo a levar o computador até minha casa, peguei um switch emprestado com outro e montei uma rede Windows para experimentar antes da entrevista. Consegui a vaga. Então passei meu primeiro dia montando um ambiente Windows NT e aprendendo sozinho como realizar o trabalho.

O suporte à infraestrutura da Secretaria da Fazenda de São Paulo me deu uma visão que muitos desenvolvedores só encontram mais tarde. Trabalhei com redes, roteamento, DNS, servidores web e de e-mail, bancos de dados, sistemas operacionais e produção. Também criei uma ferramenta em PHP e MySQL para acompanhar processos. A infraestrutura me deu a base. O software mostrou quanto mais eu poderia criar sobre ela.

O QUE APRENDI

Aplicações não existem isoladamente. Atrás de cada linha de código há um sistema operacional, uma rede, um banco de dados, uma fronteira de segurança e alguém dependendo de tudo isso.

MENTALIDADE FORMADA

Entender o sistema inteiro, principalmente as partes que outros ignoram.

TECNOLOGIAS

  • TCP/IP
  • DNS
  • Linux
  • Windows Server
  • Active Directory
  • Solaris
  • PHP
  • MySQL

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03
Uma mesa de engenharia de plataforma de jogos com ferramentas de entrega e operações.

CAP. 03 · 2008-2016DESENVOLVIMENTO · ESCALA · LIDERANÇA

CAP. 03 · 2008-2016

Entrei como desenvolvedor. Cresci até assumir o todo.

DESENVOLVEDOR PHP → DESENVOLVEDOR .NET → DESENVOLVEDOR LÍDER · LEVEL UP GAMES

O DESAFIO: Uma das maiores publicadoras de jogos online do Brasil precisava atender jogadores, pagamentos, suporte, comércio eletrônico e grandes downloads sob demanda intensa.

Minha experiência em infraestrutura mudou a forma como eu abordava software. Quando os servidores sofriam com o tráfego, eu acompanhava o problema pela rede, servidor web, cache, banco de dados e implantação. Criei o CMS que deu aos editores acesso ao conteúdo do site, trabalhei com o marketing para lançar campanhas e entreguei um dos primeiros sistemas de veiculação de banners para os sites de jogos. Como responsável pela arquitetura web, cuidei de SEO, acessibilidade, desenvolvimento responsivo e mobile-first e medição de desempenho com Google Analytics, Tag Manager, PageSpeed Insights e Core Web Vitals. Comecei orientando um desenvolvedor júnior, migrei para o time .NET mais próximo do núcleo do negócio e depois liderei uma equipe de seis pessoas.

Pouco depois de chegar, identifiquei vulnerabilidades e propus correções. Eu estava tecnicamente certo, mas ainda não sabia transformar conhecimento em ação organizacional. Quando a empresa sofreu um ataque, participei da resposta ao incidente. Descobrir um risco é apenas o começo. Um líder precisa comunicá-lo de uma forma que torne a ação possível.

O QUE APRENDI

Liderança em engenharia é ajudar as pessoas a entender o problema, tomar decisões melhores e avançar juntas quando há muito em jogo.

MENTALIDADE FORMADA

Assumir o resultado, não apenas a implementação.

TECNOLOGIAS

  • PHP
  • .NET
  • C#
  • AngularJS
  • Yii
  • Apache
  • Nginx
  • Varnish
  • Jenkins

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04
Uma estação remota de arquitetura em nuvem com esboços de implantação.

CAP. 04 · 2016-2019ENTREGA GLOBAL · DEVOPS · ARQUITETURA

CAP. 04 · 2016-2019

Meu trabalho atravessou fronteiras antes de mim.

DESENVOLVEDOR FRONTEND / ENGENHEIRO DEVOPS / ARQUITETO DE SOFTWARE · CROSSOVER

O DESAFIO: Equipes globais precisavam modernizar sistemas corporativos longevos sem interromper as pessoas que já dependiam deles.

A Crossover foi minha primeira experiência trabalhando para uma empresa dos Estados Unidos. Atuei em frontend, DevOps, infraestrutura em nuvem e arquitetura, aprofundando minha experiência com Docker, Azure, AWS, CI/CD e modernização corporativa.

A função mudou minha forma de pensar sobre arquitetura. Uma boa ideia não bastava. Eu precisava tornar o raciocínio visível, testar hipóteses, construir provas de conceito e oferecer evidências para equipes distribuídas avançarem.

O QUE APRENDI

Arquitetura não é autoridade. É transformar ambiguidade em decisões que uma equipe consegue entender, testar e executar.

MENTALIDADE FORMADA

Tornar a direção clara o bastante para que outros construam sobre ela.

TECNOLOGIAS

  • AngularJS
  • Docker
  • CI/CD
  • Azure
  • AWS
  • SQL Server
  • IBM Watson

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05
Uma bancada de acessibilidade e plataforma de produto com tokens de componentes.

CAP. 05 · 2019-2023MODERNIZAÇÃO DE PLATAFORMA · ACESSIBILIDADE

CAP. 05 · 2019-2023

Aprendi a modernizar sem perder o que já funcionava.

DESENVOLVEDOR FULL-STACK SÊNIOR / ENGENHEIRO DE SOFTWARE SÊNIOR · CEROS

O DESAFIO: Uma plataforma criativa madura precisava evoluir em APIs, frontend, acessibilidade, testes, infraestrutura e práticas de engenharia.

Na Ceros, modernização não foi uma única migração. Projetei APIs, ajudei a migrar o frontend de Backbone para React, corrigi problemas de acessibilidade, fortalecei testes automatizados e melhorei os sistemas de infraestrutura e entrega ao redor do produto.

O trabalho exigiu mais que substituir tecnologia antiga. Cada decisão arquitetural afetava clientes, equipes de produto e os engenheiros que manteriam a plataforma depois de nós.

O QUE APRENDI

A melhor modernização respeita o valor que já existe no produto enquanto remove as limitações que o impedem de avançar.

MENTALIDADE FORMADA

Deixar a plataforma mais capaz do que quando a encontrei.

TECNOLOGIAS

  • React
  • TypeScript
  • NestJS
  • Docker
  • Jenkins
  • Terraform
  • Cloudflare
  • Testes E2E

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06
Esboços de produto inicial, um protótipo e ferramentas de planejamento de lançamento.

CAP. 06 · 2023-2026DO ZERO AO PRODUTO · RESPONSABILIDADE · IA

CAP. 06 · 2023-2026

A especificação muitas vezes era uma ideia e uma conversa.

DESENVOLVEDOR FULL-STACK SÊNIOR / ENGENHEIRO DE IA · PRODUTOS EM ESTÁGIO INICIAL

O DESAFIO: Empresas em estágio inicial precisavam transformar ideias incertas em produtos que pessoas pudessem usar e o negócio operar.

Por quase três anos, ajudei pequenas empresas a levar ideias do papel ao MVP e do MVP à produção. Raramente havia uma equipe grande ou especificação perfeita, então transitei entre produto, interface, APIs, dados, nuvem, entrega e mentoria.

Foi também quando a IA se tornou central no meu trabalho, como capacidade do produto e parceira de engenharia. Aprendi que conectar uma aplicação a um modelo é a parte fácil. O produto real está ao redor dele: contexto, validação, estado, transferência humana, segurança, recuperação, custo e confiança.

O QUE APRENDI

Engenharia em estágio inicial é transformar incerteza em algo útil, testável e real.

MENTALIDADE FORMADA

Não esperar pela certeza. Construir o sistema que a produz.

TECNOLOGIAS

  • TypeScript
  • React
  • Node.js
  • GraphQL
  • AWS
  • ECS
  • CDK
  • RAG
  • Fluxos com LLM

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07
Uma estação de engenharia nativa em IA com revisão humana final.

CAP. 07 · 2026-HOJEENTREGA NATIVA EM IA · JULGAMENTO DE ENGENHARIA

CAP. 07 · 2026-HOJE

O desenvolvimento de software mudou. Eu mudei com ele.

ENGENHEIRO DE SOFTWARE SÊNIOR / ENGENHEIRO DE IA · G2i

O DESAFIO: Projetos acelerados exigiam funcionalidades completas em bases desconhecidas, mudanças frequentes de contexto e um ritmo de entrega inflexível.

Na G2i, agentes de IA passaram a integrar meu fluxo completo de engenharia. Eu os direciono em frentes full-stack, oferecendo contexto, arquitetura, restrições e critérios de aceitação para produzir resultados úteis.

Os agentes oferecem alavancagem, não responsabilidade. Continuo responsável por revisar o trabalho, questionar hipóteses, testar o comportamento, verificar segurança e desempenho e decidir se está pronto para entrega. Eu não estava assistindo à chegada da próxima era do software. Já estava trabalhando dentro dela.

O QUE APRENDI

A IA pode multiplicar a capacidade de implementação. Ela não substitui contexto, critério, responsabilidade ou julgamento de engenharia.

MENTALIDADE FORMADA

Usar IA como alavanca. Manter humana a responsabilidade.

TECNOLOGIAS

  • Agentes de IA
  • TypeScript
  • APIs
  • Bancos de dados
  • Playwright
  • Vitest
  • CI/CD
  • Engenharia de desempenho

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O PRÓXIMO CAPÍTULO

A tecnologia continua mudando.

O que ela tornou possível mudou tudo.

Comecei esta jornada acreditando que a tecnologia poderia transformar minha vida. E transformou. O menino de uma favela em uma cidade pequena se tornou um engenheiro cujo trabalho atravessou fronteiras. Viajei pelo Brasil e pelo mundo, construí meu lar e minha família, tornei-me pai de uma criança incrível e conquistei a possibilidade de apoiar meus pais e as pessoas que amo. Essas conquistas não estão separadas da minha trajetória profissional. Elas são a razão pela qual ela importa.

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